Mostrando postagens com marcador Psicologia e Espiritualidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Psicologia e Espiritualidade. Mostrar todas as postagens

sábado, 2 de dezembro de 2023

Como posso vencer a procrastinação?: Pequenos passos para grandes mudanças.




*Não perca a dica extra no final do artigo!

A
cada dia, a vida  nos apresenta uma tela em branco, esperando para ser pintada com propósito e realização. No entanto, a procrastinação, muitas vezes nos espreita, ameaçando descarrilar as nossas aspirações. Não tema, pois vencer a procrastinação não é um desafio intransponível, mas sim uma jornada transformadora em direção a sua auto realização. 

A chave para a vitória sobre a procrastinação reside no cultivo de uma mentalidade de disciplina e determinação. Então comece dividindo seus objetivos em tarefas menores e mais gerenciáveis. Ao focar em objetivos pequenos, você não apenas faz com que a carga de trabalho pareça menos assustadora, mas também abre caminho para uma série de pequenos triunfos que se acumulam em uma sensação de realização.

Abrace o poder da rotina. Estabelecer uma programação diária irá criar estrutura, mas também serve como um roteiro para o sucesso. Estabeleça intervalos de tempo específicos para trabalho, pausas e lazer e cumpra-os religiosamente. A consistência é o antídoto para a procrastinação, transformando gradualmente tarefas que antes eram assustadoras em rituais familiares e administráveis.

A atenção plena é outra arma potente na batalha contra a procrastinação. Fique presente no momento, reconhecendo qualquer resistência ou relutância. Ao compreender as causas profundas da procrastinação, você pode enfrentá-las de frente e substituir a hesitação por uma ação proposital. Cultive uma mentalidade positiva, lembrando-se das recompensas que o aguardam quando você supera a resistência.

A responsabilidade é sua aliada nesta jornada. Compartilhe seus objetivos com um amigo, mentor ou colega, alguém que possa fornecer apoio e incentivos quando necessário. Saber que os outros estão cientes dos seus objetivos pode adicionar uma camada de responsabilidade, alimentando o seu compromisso de superar a procrastinação.

Comemore o progresso, não importa quão pequeno seja. Cada passo em frente é uma vitória, e reconhecer estes triunfos reforça o hábito de agir. Crie um sistema de recompensa para si mesmo, seja um momento de relaxamento, uma guloseima ou uma pequena indulgência – use o reforço positivo para ancorar o hábito de superar a procrastinação.

Lembre-se de que cada dia é uma nova oportunidade para superar a procrastinação e abraçar o sucesso. Aproveite o dia com determinação, disciplina e uma mentalidade positiva. A jornada pode ser desafiadora, mas as recompensas são ilimitadas – uma vida cheia de propósito, realização e a satisfação de saber que você está no controle do seu destino.


Quero finalizar este artigo deixando uma super dica, de um best seller que vai mudar a sua mentalidade sobre o teu poder de agir na vida. Especialista em Produtividade e Neurociência, Geronimo Theml, nos mostra neste livro,  um olhar revolucionário sobre o porquê procrastinamos e como podemos quebrar o ciclo.


Que a sua vontade de realizar seja infinitamente maior do que qualquer barreira!

Paz e Bem…

Grazi


segunda-feira, 18 de julho de 2016

Mário Sergio Cortella: não adie seu encontro com a espiritualidade

Chris Parente

Religião as pessoas podem ter ou não. Já a religiosidade é um elemento estruturante da existência
ENTREVISTA
Cortella: não adie seu encontro com a espiritualidade
 Na juventude, o filósofo Mario Sergio Cortella experimentou a vida monástica em um convento da Ordem Carmelitana Descalça. Durante três anos, aprendeu a viver em comunidade, a não ter propriedades, a guardar silêncio. Abandonou a perspectiva de ser monge – mas não a espiritualidade – para seguir a carreira acadêmica. Hoje, com 55 anos, é professor universitário de educação, conferencista em instituições públicas, empresas e ONGs, comentarista em vários órgãos da mídia e autor de 10 livros, que prefere chamar de “provocações filosóficas”


Sempre é tempo de balanço, de rever trajetórias, de refazer escolhas. Fim de ano nos chama especialmente para isso. Em meio à correria das compras, dos encontros, dos comes e bebes, conseguimos um intervalo para a reflexão? Para nos perguntar: afinal, o que estamos fazendo nesta vida? O filósofo Mario Sergio Cortella tem levado esse tema a vários ambientes. Professor da Pontifícia Universidade Católica e da Fundação Getulio Vargas, ambas em São Paulo, e da Fundação Dom Cabral, em Belo Horizonte, ele foi discípulo do educador Paulo Freire e atuou como secretário municipal de Educação de São Paulo. "Minha pretensão não é dar respostas, mas elementos para as pessoas formularem melhor suas perguntas", disse no início da entrevista.

Em época de Natal, a sensação é de que há algo a mais na atmosfera. Para uns, é encantamento, elevação. Para outros, apenas nervosismo, que se traduz em febre de consumo, excessos alimentares e conflitos interpessoais. Existe lugar para a espiritualidade em meio a tanta agitação? Em algumas situações, aquilo que chamamos de espírito de Natal" é algo cínico, que agrega os indivíduos em torno de festividades de conveniência. Mas há muitas pessoas que, independentemente de serem cristãs ou não, têm, nesta época do ano, uma verdadeira experiência do "comemorar". Gosto dessa palavra porque "comemorar" significa "lembrar junto". E do que nós lembramos? De que estamos vivos, partilhamos a vida, de que a vida não pode ser desertificada.

Há uma pulsão de vida.
Claro que, a todo instante, está colocada também a possibilidade de que a vida cesse. Somos o único animal que sabe que um dia vai morrer. Aquele gato, que dorme ali, vive cada dia como se fosse o único. Nós vivemos cada dia como se fosse o último. Isso significa que você e eu, como humanos, deveríamos ter a tentação de não desperdiçar a vida. Escrevi um livro chamado Qual É a Tua Obra?, que começa com uma frase de Benjamin Disraeli, primeiro-ministro britânico no século 19. Ele disse: "A vida é muito curta para ser pequena".

Como não apequenar a vida?
Dando-lhe sentido. A espiritualidade ou religiosidade é uma das maneiras de fazê-lo. A religiosidade, não necessariamente a religião. Religiosidade que se manifesta como convivência, fraternidade, partilha, agradecimento, homenagem a uma vida que explode de beleza. Isso não significa viver sem dificuldades, problemas, atribulações. Mas, sim, que, apesar disso tudo, vale a pena viver. Meu livro Viver em Paz para Morrer em Paz parte de uma pergunta: "Se você não existisse, que falta faria?" Eu quero fazer falta. Não quero ser esquecido.

Fale mais da diferença entre religiosidade e religião.
Religiosidade é uma manifestação da sacralidade da existência, uma vibração da amorosidade da vida. E também o sentimento que temos da nossa conexão com esse mistério, com essa dádiva. Algumas pessoas canalizam a religiosidade para uma forma institucionalizada, com ritos, livros - a isso se chama "religião". Mas há muita gente com intensa religiosidade que não tem religião. Aliás, em minha trajetória, jamais conheci alguém que não tivesse alguma religiosidade. Digo mais: nunca houve registro na história humana da ausência de religiosidade. Todos os primeiros sinais de humanidade que encontramos estão ligados à religiosidade e à ideia de nossa vinculação com uma obra maior, da qual faríamos parte.

De onde vem essa ideia?
Existe uma grande questão que é trabalhada pela ciência, pela arte, pela filosofia e pela religião. A pergunta mais estridente: "Por que as coisas existem? Por que existimos? Qual é o sentido da existência?" Para essa pergunta, há quatro grandes caminhos de reposta: o da ciência, o da arte, o da filosofia e o da religião. De maneira geral, a ciência busca os comos". A arte, a filosofia e a religião buscam os "porquês", o sentido. A arte, a filosofia e a religião são uma recusa à ideia de que sejamos apenas o resultado da junção casual de átomos, de que sejamos apenas uma unidade de carbono e de que estejamos aqui só de passagem. Como milhões de pessoas no passado e no presente, acho que seria muito fútil se assim fosse. Eu me recuso a ser apenas algo que passa. Eu desejo que exista entre mim e o resto da vibração da vida uma conexão. Essa conexão é exatamente a construção do sentido: eu existo para fazer a existência vibrar. E ela vibra em mim, no outro, na natureza, na história.

Existe também a religiosidade que quer beber diretamente na fonte, que busca a relação sem mediações com o divino. O divino, o sagrado, pode ganhar muitos nomes. Pode ser Deus no sentido judaico-cristão-islâmico da palavra; pode ser deuses; pode ser uma vibração, uma iluminação. Independentemente de como o denominamos, há algo que reconhecemos como transcendente, que ultrapassa a coisificação do mundo e a materialidade da vida, que faz com que haja importância em tudo o que existe. Desse ponto de vista, não basta que eu me conecte com os outros ou com a natureza. Preciso fazer uma incursão no interior de mim mesmo, em busca da vida que vibra em mim e da fonte dessa vida. É essa fonte que alguns chamam de Deus. A conexão com essa fonte é aquilo que os gregos chamavam de sympatheia, que significa simpatia. Trata-se de buscar uma relação simpática com o divino.

Como você busca essa relação?
De várias maneiras. Às vezes, na forma de um agradecimento. Às vezes, na forma de um pedido. Às vezes, por meio de uma oração consagrada pela tradição - porque, como dizia Mircea Eliade, o maior especialista em religião do século 20, "o rito reforça o mito". Às vezes, recorrendo a um gesto espontâneo. Outro dia, eu estava em uma cidade litorânea, onde iria palestrar. Em frente ao hotel, havia uma praia. Caminhando descalço sobre a areia, às 5 e meia da manhã, sentindo o sol que nascia, me veio um forte sentimento de gratidão e rezei, em silêncio, uma oração, das consagradas. Já ontem, eu estava reunido com a família em volta da mesa. Diante da cena dos meus filhos com as esposas, novamente senti gratidão. Ergui a taça de vinho e brindei em agradecimento por aquele momento. Nem sempre a minha relação é de gratidão. Às vezes, é de apelo. Na crença, verdadeira para mim, de que a fonte de vida pode reforçar a minha capacidade de viver, eu peço.

Existe, hoje, um maior impulso para a espiritualidade ou trata-se apenas de mais uma onda passageira?
Guimarães Rosa disse que "o sapo não pula por boniteza, pula por precisão". De acordo com o headhunter e professor de gestão de pessoas Luiz Carlos Cabrera, a grande virada no mundo empresarial brasileiro ocorreu, de fato, no dia 31 de outubro de 1996 às 8h15, quando um avião da TAM, com 96 pessoas a bordo, todos eles executivos, exceto a tripulação, caiu sobre a cidade de São Paulo. Perdi dois amigos de infância nesse acidente. Aquele foi um momento de inflexão no mundo corporativo. Eu compartilho dessa opinião. As pessoas começaram a pensar: eu podia estar naquele voo e o que eu fiz até agora? Toda a ânsia que caracteriza o mundo corporativo, focada no lucro, na competitividade, na carreira, começou a ser relativizada.

Mas existem também fatores de fundo, que afetam o mundo.
É claro. Um fator, talvez o principal, foi que o século 20, apostando na ciência e na tecnologia, nos prometeu a felicidade iluminada e ofereceu angústia. Em prol da propriedade, sacrificou-se a vida, a convivência, a consciência. O stress tornou-se generalizado, afetando adultos, jovens e até as crianças. Há uma grande diferença entre cansaço e stress. O cansaço resulta de um trabalho intenso, mas com sentido; o stress, de um trabalho cuja razão não se compreende. O cansaço vai embora com uma noite de sono; o stress fica.

Há uma forte cultura da pressa e da distração.
A tecnologia nos proporcionou a velocidade. Mas, em vez de usá-la apenas para fazer as coisas rapidamente, nós passamos a viver apressadamente. Assim como existe uma grande diferença entre cansaço e stress, existe também entre velocidade e pressa. Eu quero velocidade para ser atendido por um médico, mas não quero pressa durante a consulta. Quero velocidade para ser atendido no restaurante, mas não quero comer apressadamente. Quero velocidade para encontrar quem eu amo, mas não quero pressa na convivência. Tempo é uma questão de prioridades. Muita gente argumenta não ter tempo para a espiritualidade, para cuidar do corpo. E segue nesse ritmo apressado até sofrer um infarto. Se não for fatal, o infarto funciona como um sinal de alerta. O dia continua a ter 24 horas, mas quem sobrevive passa a acordar uma hora mais cedo para caminhar e se exercitar. O impulso espiritual também é um sinal de alerta. Não há pressa em segui-lo. Mas cuidado: é muito arriscado adiar indefinidamente para o ano que vem.

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/atitude/mario-sergio-cortella-nao-adie-seu-encontro-espiritualidade-521429.shtml?utm_source=facebook

quinta-feira, 31 de março de 2011

Vírus Mentais



As pessoas andam muito preocupadas com os vírus em seus programas de computador, mas se esquecem que há certos tipos de pensamentos automáticos que provocam verdadeiras panes em suas próprias mentes. Passe agora mesmo um ANTIVÍRUS em seu cérebro.
 
Vírus Pensamento Sempre/Nunca

Esse vírus ocorre quando pensamos em alguma coisa que aconteceu e cuja resposta (negativa, na maioria das vezes) vai SEMPRE se repetir, ou que NUNCA vamos conseguir o que queremos. Deletar incondicionalmente esse vírus é a grande saída.
 
Vírus do Negativismo

Ocorre quando nossos pensamentos refletem apenas o lado ruim de uma situação e ignoram qualquer parte boa. O programa "Otimismo.dat" é um grande antivírus.
 
Vírus da Previsão de Futuro

Esse terrível vírus ocorre quando prevemos o pior resultado possível de uma situação. Ele provoca um colapso nas iniciativas, fazendo-nos desistir antes mesmo de tentar.  O antivírus melhor é cair na real. Afinal, se pudéssemos prever o futuro, além de sermos bilionários não cairíamos em muitas armadilhas...
 
Vírus Leitor de Mentes

Este vírus age sempre quando ACHAMOS QUE SABEMOS o que as pessoas estão pensando, mesmo que elas não tenham dito nada.  O antivírus ideal "Se Toca.exe", que ajuda a lembrar o quanto é difícil ler a própria mente, quanto mais a dos outros.
 
Vírus Pensar com Sensações

Este vírus aparece quando comparamos uma situação atual com outra do passado. Assim, o pensamento é "tenho a sensação que isso não vai dar certo". Delete-o, simplesmente.
 
Vírus da Incerteza

Facilmente detectável, ele substitui palavras como "eu quero", "eu posso" por EU TALVEZ QUEIRA ou EU PODERIA. Remédio: usar os antivírus "Segurança" ou "Crença em Si Próprio".
 
Vírus Rótulos

Detém nossa capacidade de ver as coisas clara e imparcialmente, pois automaticamente rotula as pessoas com as quais convivemos, ou a nós mesmos. Os antivírus mais apropriados são o "Todos Somos Iguais" ou "Ampliação da Consciência.exe".
 
Vírus da Pessoalidade

Induz o 'atacado' a levar tudo pelo lado pessoal. Assim, uma simples ausência de 'bom dia' por parte de um colega de trabalho leva a uma crise existencial sem precedentes: "O que eu fiz? Por que ele não falou comigo? Será que ele não gosta mais de mim? Ohhhhhhhhhhhhhhh, pobre de mim... fui excluído!". "Ampliação da Consciência.exe" também é excelente nesta aplicação.
 
Vírus Bode Expiatório

É um dos piores e mais temíveis vírus. Faz com que culpemos alguém pelas bobeiras ou asneiras que fazemos ou falamos, ou seja, o importante é achar um 'trouxa' para carregar o 'piano de cauda' sozinho. O antivírus "Cresça e Apareça" produz uma ótima limpeza.
 
 
MORAL DA HISTÓRIA:
 
Existe ao menos um antivírus ideal para cada situação. A varredura de HD deve ser constante, caso contrário o vírus volta.